Sul lidera alta no uso do imóvel para reorganizar as finanças

Modalidade avança no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul à medida que consumidores substituem dívidas caras por crédito de longo prazo e usam patrimônio para investir.
Sul lidera alta no uso do imóvel para reorganizar as finanças

Sul lidera alta no uso do imóvel para reorganizar as finanças – O uso do imóvel como garantia para obtenção de crédito vem ganhando espaço entre consumidores da região Sul do país como alternativa para reorganizar as finanças e viabilizar novos projetos. Dados internos do Banco Bari mostram que o número de contratos de home equity cresceu 79,8% no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além do avanço no número de operações, o volume financeiro movimentado também registrou crescimento expressivo. Entre janeiro e junho deste ano, foram contratados mais de R$26 milhões em operações de home equity na região, alta de aproximadamente 56% em relação aos R$17 milhões registrados no primeiro semestre de 2025.

Os dados mostram que a modalidade tem sido utilizada principalmente para reorganizar a vida financeira. A quitação de dívidas representa 37,3% das operações realizadas, seguida por construção e reforma de imóveis (16,6%) e portabilidade de crédito (11,8%). O levantamento também aponta o uso de crédito para investimentos (4,1%), capital de giro para empresas (2,4%), aquisição de bens (2,4%) e abertura de empresas ou franquias (1,8%).

Para Gustavo Caciatori, Chief Operation Officer do Bari e Especialista em Crédito com Garantia de Imóvel, o crescimento acompanha uma mudança na forma como os brasileiros utilizam o patrimônio imobiliário. “O imóvel deixa de ser apenas um patrimônio e passa a funcionar como uma ferramenta de planejamento financeiro. Cada vez mais consumidores utilizam o home equity para substituir dívidas de alto custo, reorganizar o orçamento ou financiar projetos de longo prazo com condições mais vantajosas. É uma decisão que busca reduzir o custo do crédito e criar espaço para novos investimento”, afirma.

Consumidor mais maduro e com maior capacidade financeira

O levantamento mostra que a modalidade é mais utilizada por consumidores que já consolidaram seu patrimônio. A faixa entre 41 e 50 anos concentra 40,4% dos contratos, seguida pelos grupos de 51 a 60 anos (22,8%) e de 31 a 40 anos (22,1%). Clientes entre 61 e 70 anos representam 13,2% das operações. A renda familiar média dos contratantes na região Sul é de R$22.022,75. Entre os estados, o Rio Grande do Sul apresenta a maior renda média (R$24.213,59), seguido pelo Paraná (R$22.038,84) e Santa Catarina (R$19.801,25).

Crédito de longo prazo ganha espaço

Na avaliação do executivo, o crescimento do home equity reflete uma mudança de comportamento dos consumidores, que passaram a buscar linhas de crédito mais eficientes para substituir modalidades de maior custo, como empréstimos pessoais, cheque especial e crédito rotativo, além de financiar investimentos sem comprometer excessivamente o fluxo de caixa.

Com juros significativamente inferiores aos praticados em outras modalidades e prazos que podem superar dez anos, o home equity vem se consolidado como uma alternativa para quem já possui patrimônio imobiliário e deseja utilizar esse ativo de forma estratégica, seja para reduzir o custo das dívidas, investir em melhorias no imóvel ou impulsionar novos projetos pessoais e empresariais.

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