RS terá corredor turístico operado por carros voadores (eVTOL) – Os gaúchos e os visitantes do Rio Grande do Sul não terão que esperar muito para ver de perto um dos principais símbolos do futuro em ação no mundo. A partir de 2028, o estado será um dos primeiros do país a contar com operações de eVTOL, veículo 100% elétrico de decolagem e pouso vertical, popularmente conhecido como “carro voador”. Com custos significativamente menores em relação aos helicópteros convencionais, os eVTOLs representam a vanguarda da mobilidade aérea, oferecendo um serviço de transporte rápido, silencioso, sustentável e de alto padrão.
Esse avanço tornou-se possível com a parceria firmada entre o Grupo Sirena e a FlyBIS Mobilidade Aérea que, com a implantação de corredores turísticos no Complexo Sirena Gramado, localizado entre a cidade de Gramado e o Parque do Caracol, coloca a Serra Gaúcha entre as regiões pioneiras e as principais vitrines da mobilidade aérea avançada no Brasil.
O projeto, que está em fase de estudos de viabilidade técnica, prevê a conexão do Complexo Sirena Gramado a aeroportos do estado — incluindo o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre — e à região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. “Elegemos a região Sul, mais especificamente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para iniciarmos nossas operações com o eVTOL no país, e o Sirena Gramado está entre as primeiras operações da FlyBIS a serem concluídas”, explica um dos fundadores da FlyBIS, Gustavo Zanettini.
O eVTOL tem autonomia para 100 km de voo e capacidade para quatro passageiros, além do piloto, podendo percorrer o trajeto entre Porto Alegre e a Serra Gaúcha em apenas meia hora. “A nossa intenção com esse acordo não é apenas viabilizar o deslocamento entre Porto Alegre e o Sirena Gramado, mas também criar um corredor turístico que nos conecte ao Vale dos Vinhedos e a toda a Serra Gaúcha, oferecendo uma experiência completa de turismo de alto padrão”, explica o CEO do Grupo Sirena, Jaime Sirena.
Zanettini conta que o tempo de voo é, na maioria dos casos, comparável ao de helicópteros. “Mas a mobilidade aérea avançada deve ser entendida como um novo modelo de deslocamento, que vai além de simplesmente substituir o helicóptero”, salienta. “No caso do Sirena Gramado, por exemplo, será possível conectar diretamente a Região das Hortênsias às vinícolas do Vale dos Vinhedos. Além da significativa redução no tempo de viagem, em comparação ao trajeto terrestre, o próprio voo passa a ser parte da experiência, já que sobrevoar essa região é, por si só, uma atração.”
Além do apoio já anunciado da Invest RS (Agência de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul), a FlyBIS está estruturando parcerias com o setor privado e mantém conversas em diferentes estágios com o poder público, investidores em infraestrutura e fundos internacionais.
“Esperamos que o projeto contribua para ampliar a percepção sobre os benefícios da mobilidade aérea avançada no turismo, abrindo caminho para novos investimentos e para o avanço da mobilidade turística no Sul e em todo o Brasil. Para isso, será fundamental a atuação coordenada entre o setor de turismo, empresas de mobilidade aérea e o poder público”, conclui Zanettini.
RS terá corredor turístico operado por carros voadores (eVTOL)