Novas gerações asseguram futuro da Vinícola Garibaldi

Com apoio técnico e segurança para comercializar produção, cooperativa cria condições para a sucessão familiar no campo.
Novas gerações asseguram futuro da Vinícola Garibaldi

Novas gerações asseguram futuro da Vinícola Garibaldi – A sucessão no meio rural segue sendo um dos principais desafios da agricultura brasileira. Mas além de simbolizar a continuidade do negócio das famílias, a transição para que as novas gerações assumam a gestão das propriedades significa muito mais do que isso. Esse movimento representa a própria sustentabilidade das propriedades – e, em tese, do próprio cooperativismo. Na Cooperativa Vinícola Garibaldi, jovens e adultos estão (re)assumindo o protagonismo nas propriedades, dando continuidade ao trabalho iniciado por seus antepassados. Mas não só. Eles também estão formatando a perenidade do negócio, assim como da própria cooperativa.

A solidez da Garibaldi, com seus 95 anos de história e abrangência de cooperados em 18 municípios gaúchos, ajuda para que o campo seja a escolha das novas gerações. A garantia da compra da safra, por exemplo, é um dos principais aspectos. O acompanhamento técnico, é outro. “A sucessão rural não acontece por acaso. Ela depende de um ambiente que dê segurança para as famílias planejarem o futuro. Quando o jovem percebe que existe renda, assistência técnica, inovação e uma cooperativa sólida ao seu lado, ele passa a enxergar a propriedade como uma oportunidade de construir sua vida e dar continuidade ao legado da família”, avalia o presidente da cooperativa, Oscar Ló.

A escolha por permanecer no campo, porém, também passa pela capacidade de enfrentar os desafios de uma atividade em constante transformação. A necessidade de reduzir custos, minimizar a dependência de mão de obra, incorporar novas tecnologias, adaptar variedades às condições climáticas e profissionalizar a gestão das propriedades faz parte da rotina da nova geração de viticultores. Nesse contexto, a assistência técnica e o acesso à inovação tornam-se fundamentais para manter a competitividade das famílias cooperadas.

Em Garibaldi, Daniel Pasini, 31, cresceu acompanhando os pais na propriedade rural. O vínculo da família com a cooperativa atravessa gerações: seus avós materno e paterno são associados há mais de cinco décadas. Hoje, aos 31 anos, ele ajuda a conduzir uma propriedade que passou de uma colheita de 10 mil quilos, no fim da década de 1990, para cerca de 600 mil quilos anuais, chegando a 698 toneladas na última safra. “Desde pequeno sempre gostei de ir junto com o pai, com a mãe, trabalhar. Fui sendo criado assim, me acostumei e sempre gostei”, diz.

O crescimento da propriedade caminhou lado a lado com investimentos em mecanização e tecnologia. “Fomos inovando, tendo maquinários, crescendo aos poucos e vi que estava dando certo. E continua dando, então seguimos todos juntos, trabalhando juntos”. Além da atuação na propriedade, Pasini assumiu recentemente a vice-presidência da Cooperativa Vinícola Garibaldi, ampliando sua responsabilidade com o futuro da viticultura regional. “Quatro anos atrás entrei para o conselho de administração e agora entrei como vice-presidente. É uma função a mais, tem que pensar em casa e pensar também na Cooperativa, mas estou gostando da experiência”. Na avaliação dele, a inovação continuará sendo um dos principais caminhos para fortalecer o produtor rural. “A gente incentiva bastante as novas tecnologias, técnicos preparados para atender o campo e ensinar como funciona essa tecnologia. E a importância do cooperativismo no agro hoje, para mim, é muito grande”.

Novas gerações asseguram futuro da Vinícola Garibaldi