Medical San tem todos os nove projetos aprovados na Lei do Bem

Projetos de pesquisa e desenvolvimento foram analisados pelo MCTI sem questionamentos, pedidos de esclarecimento ou cortes nos valores declarados pela empresa.
Medical San tem todos os nove projetos aprovados na Lei do Bem

Medical San tem todos os nove projetos aprovados na Lei do Bem – A Medical San teve todos os nove projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica submetidos à Lei do Bem no último ano-base aprovados integralmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Nenhuma das iniciativas recebeu questionamentos, pedido de esclarecimento, ressalva ou corte nos valores declarados durante a primeira análise técnica.

O resultado representa o maior número de projetos já submetidos pela empresa em um único ciclo e ocorre em um momento de ampliação da estrutura própria de pesquisa e desenvolvimento. As iniciativas abrangem diferentes frentes tecnológicas, como lasers, fibra óptica, ultrassom e radiofrequência.

Para Danilo Moraes, gestor da área de Fomento à Inovação da Medical San, a aprovação dos nove projetos, sem nenhuma ressalva, está relacionada ao amadurecimento dos processos internos de pesquisa e desenvolvimento.

“Significa que o MCTI analisou tecnicamente cada um dos nove projetos e não teve nenhuma dúvida, nenhum pedido de esclarecimento adicional e nenhum corte nos valores declarados. A aprovação saiu integral, na primeira análise”, afirma.

Segundo Moraes, é comum que empresas recebam diligências durante o processo, precisem complementar informações ou tenham parte dos investimentos questionada antes da aprovação final. Na Medical San, a documentação dos projetos é produzida ao longo de todo o ano.

“Cada etapa do desenvolvimento, desde a concepção até os testes finais, fica registrada e rastreável, o que dá segurança tanto para o órgão regulador quanto para nós”, diz.

O trabalho envolve as equipes de Fomento à Inovação, Engenharia e Pesquisa e Desenvolvimento, além das áreas Fiscal e de Contabilidade. São registrados objetivos, desafios técnicos, metodologias, investimentos e resultados de cada projeto. A documentação inclui vistas explodidas, diagramas elétricos e eletrônicos, relatórios de testes e outros registros técnicos.

Cada projeto pode reunir mais de 200 páginas de informações e documentos. Depois, são elaborados relatórios técnicos com a evolução do nível de maturidade tecnológica e os resultados obtidos antes do protocolo junto ao MCTI. “É um trabalho que acontece o ano inteiro, não só na hora de entregar o formulário”, afirma Moraes.

A Lei do Bem prevê incentivos fiscais para empresas que realizam investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Entre as despesas contempladas estão salários de pesquisadores, serviços técnicos especializados e materiais utilizados na construção e validação de protótipos.

Na Medical San, a dedução adicional chegou a 80% dos valores investidos. Segundo Moraes, o percentual está relacionado ao aumento de 50% no número de pesquisadores com dedicação exclusiva em relação ao ano anterior.

“Na prática, esse incentivo reduz o custo de inovar e nos permite reinvestir na equipe, em equipamentos de laboratório e na continuidade de projetos mais longos e complexos”, afirma.

A estrutura de P&D da empresa também foi ampliada nos últimos anos. Atualmente, 30 profissionais atuam formalmente nos projetos, entre técnicos, graduados, pós-graduados e mestres, em áreas como engenharia mecânica e eletrônica, firmware, testes e validação clínica.

A Medical San mantém um Departamento de Inovação Tecnológica e 500 metros quadrados dedicados a P&D na sede, em Estrela (RS), além de um núcleo tecnológico em São Paulo e parcerias com universidades.

“Nos últimos anos, o principal avanço foi o crescimento de 50% no nosso quadro de pesquisadores com dedicação exclusiva. É um sinal de que estamos investindo continuamente em ampliar nossa capacidade própria de desenvolvimento”, diz Moraes.

A empresa também consolidou metodologias formais de gestão de projetos e um comitê de inovação que acompanha as diferentes etapas do desenvolvimento. O processo começa com o levantamento dos requisitos clínicos e técnicos, passa pela definição da arquitetura de hardware e firmware, prototipagem, testes de bancada e validação, até chegar à adequação às normas técnicas e regulatórias e à documentação para produção em escala.

A aprovação dos nove projetos, de forma integral e na primeira análise, ocorre no mesmo ano em que a Medical San foi finalista da 9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na categoria Inovação Lei do Bem.

A empresa ficou entre as três finalistas com o projeto Velaryan, laser com tecnologia nacional. O projeto resultou em dois pedidos de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e contou com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O parecer técnico integral do MCTI é também um dos requisitos para inscrição na categoria Lei do Bem do Prêmio Nacional de Inovação. Com a aprovação dos nove projetos no ciclo mais recente, a Medical San reúne a condição necessária para participar da próxima edição.

Medical San tem todos os nove projetos aprovados na Lei do Bem