Jornada da Alimentação começa e debate futuro da indústria

Com foco em tendências de consumo, inovação, saudabilidade e o futuro do mercado da alimentação, ocorreu, na noite desta terça-feira (12), no Clube Tiro e Caça (CTC), a abertura da 7ª Jornada Técnica do Setor Alimentício.
Jornada da Alimentação começa e debate futuro da indústria

Jornada da Alimentação começa e debate futuro da indústria – Com foco em tendências de consumo, inovação, saudabilidade e o futuro do mercado da alimentação, ocorreu, na noite desta terça-feira (12), no Clube Tiro e Caça (CTC), a abertura da 7ª Jornada Técnica do Setor Alimentício. A solenidade contou com a presença de autoridades, lideranças, expositores, patrocinadores, convidados e imprensa, e foi marcada pela palestra magna “O papel cada vez mais relevante das habilidades socioemocionais no ambiente corporativo do futuro”, ministrada pela potencializadora de pessoas e negócios, Bia Nóbrega.

A partir desse momento até quinta-feira (14), Lajeado, que integra o já reconhecido “Vale dos Alimentos”, se transforma em um importante ponto de encontro do setor, promovendo capacitação, troca de experiências, geração de negócios e novas oportunidades para toda a cadeia produtiva. Mais do que um evento técnico, a Jornada representa um espaço de integração, atualização e visão de futuro para o fortalecimento da indústria alimentícia da cidade e de toda a região.

Em seu pronunciamento, a coordenadora do Grupo Técnico em Alimentos (GTA) da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e do XXII Workshop em Alimentos, Tânia Gräff, destacou a evolução do evento ao longo dos anos e o seu papel estratégico diante das transformações do setor. Segundo ela, o cenário atual exige constante adaptação das indústrias frente aos desafios tecnológicos, regulatórios e de mercado, especialmente em um contexto marcado por mudanças no comportamento do consumidor, avanço dos alimentos funcionais e novas exigências da Anvisa. Diante disso, ela afirmou: “A Jornada tem cumprido seu papel de ser um ambiente onde ciência, tecnologia e inovação se conectam”.

Na sequência, o presidente da Acil, Eduardo Gravina, ressaltou a importância do associativismo e da união entre empresas e entidades para enfrentar os desafios do cenário econômico atual. Segundo ele, o crescimento da Jornada demonstra a força de um ecossistema que aposta na inovação e no desenvolvimento coletivo. “Lajeado volta a ser palco de um encontro extremamente relevante para o setor alimentício. E isso não acontece por acaso”, declarou. Gravina também reforçou o compromisso da entidade com o fortalecimento do evento: “A Acil tem o dever, e também o compromisso, de continuar trabalhando para fortalecer iniciativas como esta, oferecendo os meios necessários para que este evento siga crescendo, conectando pessoas e ampliando sua relevância a cada edição”. Encerrando sua manifestação, salientou: “Quando o conhecimento circula, as empresas evoluem. E quando as empresas evoluem, toda a nação prospera”.

Habilidades humanas no centro das transformações

Em sua explanação, Bia destacou que, em um cenário cada vez mais dominado por ciência, tecnologia e automação, o grande diferencial competitivo continuará sendo o fator humano. Segundo ela, as empresas tendem a alcançar níveis semelhantes de tecnologia, mas serão as habilidades humanas que definirão a experiência dos consumidores, colaboradores e da sociedade.

A palestrante explicou que o futuro exige um retorno à essência das relações humanas e ao desenvolvimento contínuo das competências socioemocionais, especialmente diante da rápida obsolescência do conhecimento técnico. “Essas competências se tornam ainda mais necessárias quando ciência e tecnologia igualam todo mundo. O diferencial são as pessoas”, garantiu. Ela comentou que cerca de 20% do conhecimento perde valor a cada ano, o que torna o aprendizado contínuo indispensável para profissionais e empresas.

Durante sua fala, Bia aprofundou o debate sobre o impacto das transformações tecnológicas no ambiente corporativo e a necessidade de desenvolvimento das chamadas habilidades socioemocionais, que englobam a gestão emocional, empatia, resiliência, adaptação, curiosidade, colaboração, protagonismo com responsabilidade, letramento digital, liderança e relacionamento com o cliente. “São elas que sustentam as decisões duras”, apontou.

Ao encerrar a palestra, Bia reforçou que o futuro da indústria dependerá cada vez mais da capacidade humana de evoluir continuamente, aprender e construir relações de colaboração: “O diferencial está em cada um de vocês. Alimentar o futuro exigirá mais que uma promoção técnica. Exigirá inteligência humana e evolução contínua”.

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