Inadimplência condominial no RS registra maior média do ano – A inadimplência da taxa de condomínio no Rio Grande do Sul apresentou a maior média do ano, saindo de 5,53% no mês anterior para 7,22% em setembro – com variação de 1,69 ponto percentual. No comparativo com o mesmo período de 2024 (5,11%), houve um aumento de 2,11 pontos percentuais. Apesar da alta, o índice no estado segue abaixo da média nacional, de 6,80% em setembro. Os dados são do Índice de Inadimplência Condominial da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país.
O pico de inadimplência condominial no Rio Grande do Sul nos últimos 12 meses foi justamente em setembro, enquanto o menor percentual foi registrado em dezembro de 2024: 5,08%. No Brasil, o pico nos últimos 12 meses foi em junho de 2025 (7,19%) e o menor percentual foi registrado em dezembro de 2024: 5,76%.
“Após queda em julho e agosto, a inadimplência da taxa condominial voltou a subir em ritmo acelerado em setembro, puxada pela inflação elevada e juros altos. SãoF fatores que reduzem o poder de compra da população e, consequentemente, aumentam a inadimplência – sobretudo a condominial, dada a prioridade de pagamento das pessoas por despesas mais caras, como cartão de crédito, aluguel, empréstimos e cheque especial”, afirma João Baroni, Diretor de Crédito do Grupo Superlógica.
Ao analisar as regiões do Brasil, em setembro, o Norte aparece como a de maior inadimplência condominial no país, com 9,63%, seguida pelo Nordeste (7,02%) e Sudeste (6,69%). O Centro-Oeste aparece com taxa de 6,55%, enquanto a região Sul tem a menor média, com 5,72%. De agosto a setembro, o Norte foi o que mais cresceu em inadimplência, com salto de 1,9 ponto percentual ante os 7,73% no mês anterior.
A base de dados que embasa o índice é composta por aproximadamente 100 mil condomínios de todas as regiões do Brasil, somando mais de 6,3 milhões de boletos (casas e apartamentos), que possuem boletos que estão há mais de 90 dias sem pagamento. Todos os dados são anonimizados, ou seja, não são passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente. A base cobre os 27 estados brasileiros, abrangendo mais de mil cidades. O levantamento leva em consideração o valor da taxa de condomínio, o tipo de imóvel (apartamento ou casa) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Inadimplência condominial no RS registra maior média do ano