Hospital Moinhos de Vento incorpora nova tecnologia

Instituição está entre as primeiras da América Latina a utilizar sistema de ablação por campo pulsado; arritmias cardíacas afetam cerca de 2 milhões de brasileiros.
Hospital Moinhos de Vento incorpora nova tecnologia

Hospital Moinhos de Vento incorpora nova tecnologia – No Mês do Coração, o Hospital Moinhos de Vento reforça a importância dos cuidados cardiovasculares ao longo da vida, combinando prevenção, diagnóstico e acesso a novas alternativas de tratamento. Entre os avanços recentes da instituição está o Sistema Volt™ de Ablação por Campo Pulsado (PFA, na sigla em inglês), voltado ao tratamento da fibrilação atrial. O Moinhos está entre as primeiras instituições da América Latina a utilizar a tecnologia, que permite procedimentos mais seguros, mais rápidos e com menos complicações. Os primeiros três pacientes passaram pelo procedimento ontem, 28, e se recuperam bem.

A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum no mundo e atinge cerca de 1% da população brasileira, aproximadamente 2 milhões de pessoas. Com o envelhecimento da população, a expectativa é de que esse número cresça nas próximas décadas. A condição também está associada a complicações graves: pessoas com fibrilação atrial têm risco até cinco vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

A arritmia pode causar palpitações, falta de ar, cansaço, tontura e dor no peito. Quando medicamentos e outras estratégias não são suficientes para controlar o quadro, a ablação cardíaca, um procedimento minimamente invasivo, pode ser uma alternativa para corrigir o ritmo cardíaco anormal.

Para a chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, Dra. Carisi Polanczyk, o cuidado com o coração deve começar muito antes da necessidade de tratamento. “Quando falamos em longevidade, não estamos falando apenas em viver mais anos. O mais importante é viver mais, mas também melhor: com saúde, autonomia e qualidade de vida. E cuidar do coração tem um papel fundamental nesse processo”, destaca.

Segundo a médica, reconhecer e acompanhar os fatores de risco é um dos primeiros passos. “Pressão alta, colesterol elevado e alterações da glicose muitas vezes não apresentam nenhum sintoma. Por isso, avaliações periódicas são fundamentais. Ao mesmo tempo, podemos cuidar da saúde cardiovascular por meio das escolhas do dia a dia”, afirma.

Nova forma de tratar a arritmia

Além da prevenção, a evolução tecnológica amplia as opções terapêuticas para quem já tem doenças cardiovasculares. A ablação por campo pulsado aplica pulsos elétricos altamente direcionados a regiões específicas do coração, atingindo as células responsáveis pelo ritmo anormal e reduzindo o risco de danos aos tecidos vizinhos.

Para o coordenador da Eletrofisiologia do Hospital Moinhos de Vento, Leandro Zimerman, a chegada da tecnologia representa uma evolução importante no tratamento da fibrilação atrial. “A ablação por campo pulsado nos permite atuar de forma bastante direcionada sobre o tecido responsável pela arritmia. A energia é aplicada por meio de pulsos elétricos, com menor impacto sobre estruturas vizinhas, o que amplia as possibilidades de um tratamento preciso e adaptado às características de cada paciente”, explica.

O Sistema Volt™ reúne diferentes etapas do procedimento em um único cateter, apoiando o diagnóstico da arritmia, o mapeamento cardíaco e a própria ablação. A tecnologia é integrada ao sistema de mapeamento tridimensional EnSite™ X, que ajuda o especialista a visualizar e identificar as áreas do coração que precisam de tratamento. A plataforma pode ser usada tanto em procedimentos com sedação consciente quanto sob anestesia geral.

A aprovação internacional do Sistema Volt™ foi baseada no estudo VOLT-AF IDE, conduzido em 40 centros nos Estados Unidos, na Europa, no Canadá e na Austrália. Segundo o fabricante, os resultados demonstraram segurança e eficácia consistentes em pacientes com fibrilação atrial paroxística, em que os episódios surgem e desaparecem espontaneamente, e persistente, em que os episódios duram mais de sete dias.

O hospital também é um dos pioneiros no país no uso do TactiFlex™ Duo, cateter que permite alternar, em um mesmo procedimento, entre duas modalidades de energia: campo pulsado e radiofrequência. A tecnologia dá ao médico mais flexibilidade para adaptar a estratégia às necessidades clínicas e à anatomia de cada paciente.

Os dispositivos Volt™ e TactiFlex™ Duo têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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