Gaúchos passam a planejar mais antes de adquirir novos bens – O cenário econômico impôs um novo ritmo ao consumo no Brasil. A taxa básica de juros, a Selic, que alcançou 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, iniciou um ciclo de queda e agora está fixada em 14,25%. Entretanto, mesmo com a redução, o custo do crédito segue elevado. Segundo levantamentos do Banco Central referentes a maio e junho de 2026, as taxas de financiamento imobiliário com recursos regulados estão variando de 8,03% a 11,86% ao ano, enquanto o financiamento de veículos para pessoa física chega a variar de 11,28% a 30,91% ao ano.
Diante desse contexto, consumidores gaúchos têm revisado a forma como planejam suas finanças, trocando o imediatismo por decisões mais estruturadas. Assim, cresce a busca por alternativas que ofereçam previsibilidade, como o consórcio, que permite planejar a aquisição de bens como veículos e imóveis, sem a incidência de juros e sem necessidade de entrada, além de contar com planos versáteis compatíveis com o orçamento familiar.
Crescimento do setor
Os números confirmam o avanço do consórcio no Rio Grande do Sul. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o estado encerrou 2025 com mais de 218 mil cotas de consórcio vendidas, alta de 4,2% em relação a 2024. As contemplações totalizaram cerca de 85,6 mil, crescimento de 4,8%, e o estado contava com 778,3 mil participantes ativos, expansão de 6,1% no período.
A Ademicon, maior administradora independente de consórcio do Brasil em créditos ativos, acompanha esse desempenho. No acumulado de janeiro a maio de 2026, a companhia registrou R$ 996,8 milhões em créditos comercializados no Rio Grande do Sul, em todos os segmentos, crescimento de 67% em relação ao mesmo período de 2025.
“Em momentos de juros altos, o consumidor naturalmente procura alternativas que tragam mais controle sobre o próprio orçamento. É exatamente isso que temos observado entre os gaúchos, uma busca maior por planejamento e menos disposição para assumir compromissos financeiros que pesem no custo final”, destaca Lizandra Casagrande, diretora regional licenciada da Ademicon no Rio Grande do Sul.
Gaúchos passam a planejar mais antes de adquirir novos bens