Frigorífico Silva destina carcaças do Concurso Angus para Dubai

Conhecidos como consumidores altamente exigentes, os países árabes são clientes fiéis dos cortes premium Angus brasileiros, respondendo por 10% das exportações de Carne Angus Certificada.
Frigorífico Silva destina carcaças do Concurso Angus para Dubai

Frigorífico Silva destina carcaças do Concurso Angus para Dubai – Em uma demonstração de que a carne premium produzida no Rio Grande do Sul tem acesso às mesas mais exigentes do mundo, o Frigorífico Silva, de Santa Maria (RS), enviará as carcaças premium abatidas no Concurso de Carcaças Angus deste dia 13/11 diretamente para Dubai, nos Emirados Árabes.

Conhecidos como consumidores altamente exigentes, os países árabes são clientes fiéis dos cortes premium Angus brasileiros, respondendo por 10% das exportações de Carne Angus Certificada. “É um mercado importante porque tem grande potencial de expansão. O Oriente Médio é um terreno fértil para trabalhar produtos de alto valor agregado e está aberto a pagar prêmios diferenciados por eles”, salientou o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges.

O embarque reunirá alguns dos animais Angus de melhor acabamento produzidos no Rio Grande do Sul na temporada 2026 e garantirá pagamento de bonificação turbinada aos produtores. Segundo o diretor do Frigorífico Silva, Ivon Silva, carcaças acima de 300 quilos receberão R$ 29,00 por quilo (preço final), valor 10% acima do mercado. Além disso, as cargas que vencerem a disputa no gancho ainda terão prêmio extra de 1%. “Nossa estratégia é mostrar para o produtor de Angus que animais pesados são valorizados no mundo inteiro, que vale a pena engordar com 300 quilos porque o mercado paga esse preço”, garantiu o executivo.

Segundo ele, o Rio Grande do Sul tem genética para fazer frente aos grandes players do mercado de carne premium, mas está perdendo em peso de carcaça para Uruguai, Argentina, Estados Unidos e Austrália na disputa por mercados do Oriente Médio, Europa e Indonésia. “O cliente olha nossa carne, reconhece que temos um animal de alta qualidade, mas pondera que falta peso de carcaça para atingirmos uma bitola padrão mundial para tamanho dos cortes”, completa. Confiante de que o mercado entenderá o recado, Ivon Silva vai além: “Se o produtor elevar o peso da carcaça, a remuneração pode ser mais do que isso ainda”, projeta.

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