Fimma Brasil evidencia sustentabilidade na indústria moveleira – Iniciativas voltadas à economia circular, à redução de emissões e ao uso de insumos renováveis fazem parte da rotina de empresas do setor moveleiro, que enxergam nas boas práticas ambientais um diferencial competitivo e uma responsabilidade inadiável. Esse movimento poderá ser conhecido de perto na Fimma Brasil 2025, uma das cinco maiores feiras do mundo para fornecedores da indústria moveleira e que ocorre de 4 a 7 de agosto em Bento Gonçalves (RS). O evento reunirá mais de 300 marcas nacionais e internacionais da cadeia produtiva de madeira e móveis.
Práticas como o manejo florestal sustentável, a economia circular e o reaproveitamento de materiais vêm gerando ganhos não somente ambientais, mas também financeiros e estratégicos. Isso porque não é apenas a legislação brasileira que vem cobrando, cada vez mais, medidas que eduquem a indústria para o uso de materiais corretos na extração, produção e na logística de móveis. A União Europeia, por exemplo, proíbe desde 2023 a importação de produtos oriundos de desmatamento, incluindo o mobiliário. O Reino Unido e a América do Norte também seguem a mesma linha.
“A sustentabilidade na indústria moveleira já é uma realidade. Estamos falando desde o planejamento do produto e do seu processo de fabricação. Muitas empresas planejam a utilização máxima das matérias-primas e dos insumos, analisam o consumo de energia elétrica e aplicam conceitos de eficiência energética. Estão nos telhados das fábricas as placas fotovoltaicas, gerando a própria energia. Elas fazem o tratamento de fluentes e o descarte adequado dos resíduos gerados. E, também, aplicam os conceitos de produção enxuta. Tudo isso faz com que os custos sejam melhores geridos, evitando desperdícios”, explica Renato Bernardi, diretor de Inovação da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), entidade realizadora da feira.
O Estado do Rio Grande do Sul tem implementado leis que incentivam práticas de manejo sustentável, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e programas de incentivos para florestamento, de acordo com a vice-presidente da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Tatiana Müller. “O manejo sustentável pode abrir portas para mercados internacionais que exigem garantias de práticas responsáveis, oferecendo produtos com menor impacto ambiental. A adoção dessas práticas pode não apenas beneficiar o meio ambiente, mas também impulsionar a competitividade do setor moveleiro no estado”, descreve.
Nesta edição, a Fimma será carbono neutro, com toda a energia consumida durante montagem, realização e desmontagem proveniente de fontes 100% renováveis, com rastreabilidade atestada pela certificação internacional I-REC. A neutralização das emissões será feita em parceria com a empresa Ludfor, especialista em energia limpa, e com sede em Bento Gonçalves. “Além de neutralizar as emissões diretas de carbono, a ação reforça nosso cuidado com o meio ambiente e incentiva a transição energética no setor produtivo”, afirma Euclides Longhi, presidente da Movergs.
Além de destacar cases de marcas que aplicam a sustentabilidade nas mais variadas etapas de produção e logística, a Fimma 2025 será palco de uma série de experiências voltadas à inovação e à transformação do setor, com a Praça de Inovação. O espaço reunirá startups, especialistas, influenciadores e tecnologias que estão redesenhando o modo de fabricar móveis no Brasil. Entre os temas das palestras gratuitas, estarão também soluções para sustentabilidade e design ecológico.
A expectativa é receber mais de 15 mil visitantes profissionais e movimentar R$ 1,74 bilhão em negócios, consolidando o evento como uma vitrine de tendências e boas práticas. “A sustentabilidade deixou de ser um discurso para se tornar ação concreta na indústria moveleira. E a Fimma é o palco onde essas transformações se encontram”, resume Euclides Longhi, presidente da Movergs.
Fimma Brasil evidencia sustentabilidade na indústria moveleira