Copa de 2026 deve movimentar R$ 2,42 bi em bares e restaurantes

Com fuso horário favorável e recuperação econômica, setor projeta crescimento de 15,7% nas vendas em relação ao Mundial do Catar.
Copa de 2026 deve movimentar R$ 2,42 bi em bares e restaurantes

Copa de 2026 deve movimentar R$ 2,42 bi em bares e restaurantes – O apito inicial da Copa do Mundo de 2026 promete ecoar com força no caixa do setor de alimentação fora do lar no Brasil. Impulsionado por horários de jogos altamente favoráveis e por uma economia em ritmo de retomada, o segmento de bares e restaurantes deve registrar um faturamento real de R$ 2,42 bilhões durante o Mundial deste ano. A projeção, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta para um crescimento real de 15,7% na comparação com o torneio do Catar, em 2022, quando o setor movimentou R$ 2,09 bilhões.

De acordo com a análise da CNC, o cenário macroeconômico atual desenha um ambiente muito mais propício para o consumo do que o observado há quatro anos. A entidade aponta que esse desempenho positivo é sustentado por três fatores principais: a recuperação consistente no poder de compra das famílias brasileiras, o mercado de trabalho aquecido que eleva a confiança do consumidor e o fuso horário estratégico.

Ao contrário da última Copa, os jogos na América do Norte serão transmitidos no Brasil entre a tarde e a noite. Essa escala coincide exatamente com os horários de pico e de maior apelo social dos estabelecimentos, potencializando a circulação de clientes.

Redutos da torcida e novas tendências de consumo

A expectativa é de ver os torcedores lotarem os bares pelo país, transformando os estabelecimentos nos principais pontos de encontro para acompanhar as partidas. Mais do que um espaço voltado apenas para a descontração, esses ambientes passaram a funcionar como um reflexo das novas dinâmicas de comportamento urbano, onde os consumidores expressam hábitos e estilos de vida contemporâneos.

Nesses cenários de intensa interação social, nota-se uma mudança no perfil de consumo que vai além de comidas e bebidas, com frequentadores utilizando acessórios de uso pessoal que marcam sua identidade visual e social. Essa tendência engloba a presença crescente de dispositivos eletrônicos portáteis integrados à rotina de lazer. Acompanhando esse movimento, parte do público jovem transita por esses locais buscando e compartilhando novidades em tecnologia de nicho, um mercado exemplificado pela popularização de aparelhos como o ignite v35, frequentemente observado em momentos de sociabilidade entre amigos.

O “Prêmio Copa” no bolso do empresário

O fenômeno de aceleração de vendas no meio do ano não é por acaso. O histórico mapeado pela CNC mostra que, tradicionalmente, os meses de junho e julho em anos de Mundial registram uma alta média de 5,4% no volume de receitas de bares e restaurantes, quando comparados ao mesmo bimestre de anos sem a competição.

Esse impulso extra é classificado pela confederação como o “prêmio Copa”, funcionando como um motor de atração que eleva tanto o fluxo de clientes quanto o valor gasto por pessoa (tíquete médio). O mapeamento conclui que o evento mobiliza consumidores que, em condições normais, não frequentariam esses estabelecimentos no período, transformando a torcida em um combustível essencial para o comércio e o entretenimento no país.

Copa de 2026 deve movimentar R$ 2,42 bi em bares e restaurantes