BRDE supera R$ 21,5 bi em carteira de crédito – Após fechar 2024 muito próximo dos R$ 6 bilhões (R$ 5,97 milhões) em novos financiamentos, o maior volume já registrado desde sua fundação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) superou a marca de R$ 21,5 bilhões no saldo de operações de crédito, com crescimento de 20,6% na comparação com o ano anterior. Com essa expansão de sua carteira, o ativo total do banco registrou um avanço ainda mais expressivo, de 21,3%, chegando a R$ 25,6 bilhões. Os números consolidam o BRDE como a segunda maior instituição de fomento do país – atrás apenas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – e a maior em termos de atuação regional.
Os resultados constam do balanço financeiro divulgado nesta segunda-feira (31/3) e indicam que o lucro líquido do banco fechou em R$ 472,5 milhões, representando uma redução de 8,6% em comparação com 2023. Mesmo assim, trata-se do segundo melhor resultado operacional da série histórica, impactando num crescimento de 9,6% no patrimônio líquido da instituição (R$ 4,96 bilhões), o que permite maior capacidade financeira para novas captações de recursos e novas linhas de crédito.
“Diante de um ano de enormes desafios – desde o esforço para viabilizar um volume tão expressivo em novos financiamentos até a urgência em apoiar os setores mais afetados pelos desastres meteorológicos –, os resultados são positivos em todos os aspectos. Acima de tudo, reforçam o nosso papel estratégico para o crescimento da economia em todo o Sul do Brasil”, destaca o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior.
Outro indicador positivo está na manutenção do índice extremamente baixo de inadimplência, que ficou em 0,64%, mantendo o patamar do ano anterior. “Isso sinaliza que o banco oferece crédito, mas igualmente presta assessoria para que o projeto financiado tenha êxito”, avalia Ranolfo. O diretor-presidente lembra ainda que, no ano passado, o BRDE prorrogou o pagamento de parcelas por parte das empresas atingidas pelas enchentes, justamente para garantir a retomada das atividades e preservar os empregos.
Além de seguir operando em parceria com as principais instituições financeiras internacionais, um destaque, a partir da política de diversificação de fundings, foi a captação de recursos no mercado de capitais. A partir de 2024, o BRDE passou a operar por meio das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), das Letras Financeiras (LF) e das Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD), alcançando investidores do varejo por meio de corretoras e gestoras de ativos.
Ao todo, foram R$ 683,7 milhões captados por meio dos títulos de renda fixa, com o BRDE se tornando a primeira instituição do país a realizar a emissão de LCD. Como principal parceiro, o Sistema BNDES respondeu por 52,7% dos recursos destinados a novos financiamentos ao longo do ano passado. Por sua vez, as contratações com recursos de parcerias internacionais representaram 11,6% do total.
Houve avanço no financiamento para os principais setores econômicos da região Sul, em especial para o agropecuário, com crescimento de 17,4% ao alcançar R$ 1,93 bilhão em novos contratos. Comércio e serviços ficaram num patamar muito próximo (R$ 1,91 bilhão, 6,5% maior que 2023) e a indústria teve um total de R$ 1,40 bilhão, subindo 15,5% na comparação com o ano anterior. Os investimentos em infraestrutura caíram 38,2%, ficando em R$ 709 milhões.
BRDE supera R$ 21,5 bi em carteira de crédito