ICF volta a subir em setembro de 2026 após recuo

Alta foi disseminada entre os componentes, mas confiança das famílias segue em patamar pessimista.
ICF volta a subir em setembro de 2026 após recuo

ICF volta a subir em setembro de 2026 após recuo – A Fecomércio-RS divulgou os resultados da edição de setembro de 2026 da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS), realizada pela CNC nos últimos dez dias de agosto de 2026, em Porto Alegre. O índice registrou 43,5 pontos, apresentando alta de 1,6% em relação a agosto de 2026 (42,8 pontos) e retomando o movimento de alta após a queda observada no mês anterior. O indicador permaneceu em patamar historicamente baixo e registrou queda de 11,1% na comparação com setembro de 2025 (49,0 pontos), acumulando a 39ª retração consecutiva na comparação interanual. O ICF e seus componentes variam de 0 a 200 pontos, sendo que resultados abaixo de 100 pontos indicam percepção média pessimista dos consumidores, que se intensifica quanto mais próximo de zero se encontra o indicador.

O resultado do mês foi marcado por alta em seis dos sete componentes do ICF. A única retração ocorreu na Perspectiva Profissional (-13,6%), que passou de 7,3 para 6,3 pontos e permaneceu em patamar historicamente baixo. Em sentido contrário, o maior avanço ocorreu no Momento para Consumo de Bens Duráveis (13,7%), que passou de 3,7 para 4,2 pontos, recuperando parcialmente a forte queda de 31,0% registrada no mês anterior. Também apresentaram alta a Situação de Renda Atual (2,8%), o Nível de Consumo Atual (2,7%), o Acesso ao Crédito (2,2%), a Perspectiva de Consumo (1,6%) e a Situação Atual do Emprego (0,1%). Todos os componentes permaneceram abaixo da linha de neutralidade dos 100 pontos.

“O resultado de setembro mostra uma melhora na margem, mas a intenção de consumo das famílias ainda permanece em patamar pessimista. Com juros elevados, endividamento alto e sinais de moderação da atividade e do mercado de trabalho, as famílias tendem a manter uma postura mais cautelosa, especialmente nas compras de maior valor e mais dependentes de crédito” avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. Veja a anaálise econômica e os dados completos.

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