Intenção de Consumo das Famílias tem segunda alta consecutiva

Apesar da melhora, indicadores permanecem em níveis historicamente baixos.
Intenção de Consumo das Famílias tem segunda alta consecutiva

Intenção de Consumo das Famílias tem segunda alta consecutiva – A Fecomércio-RS divulgou os resultados da edição de julho de 2026 da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS), realizada pela CNC nos últimos dez dias de junho de 2026, em Porto Alegre. O índice registrou 43,2 pontos, apresentando alta de 1,2% em relação a junho de 2026 (42,7 pontos) e registrando, assim, a segunda alta consecutiva na margem. Apesar da melhora, o indicador permaneceu em patamar historicamente baixo e registrou queda de 17,0% na comparação com julho de 2025 (52,1 pontos), acumulando a 37ª retração consecutiva na comparação interanual. O ICF e seus componentes variam de 0 a 200 pontos, sendo que resultados abaixo de 100 pontos indicam percepção média pessimista dos consumidores, que se intensifica quanto mais próximo de zero se encontra o indicador. “Estamos diante de um consumidor estruturalmente cauteloso, com menor apetite de consumo. Esse cenário impõe ao lojista um quadro desafiador”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

O resultado do mês foi marcado por alta em quatro dos sete componentes do ICF. O maior avanço foi registrado no Nível de Consumo Atual (7,2%), seguido pela Perspectiva de Consumo (3,0%), Situação Atual do Emprego (1,6%) e Acesso ao Crédito (0,4%). Em sentido contrário, houve retração no Momento para Consumo de Bens Duráveis (-15,9%), na Perspectiva Profissional (-3,4%) e na Situação de Renda Atual (-0,2%). Todos os componentes permaneceram abaixo da linha de neutralidade dos 100 pontos e em níveis inferiores aos observados no mesmo período do ano anterior.

“Apesar dos indicadores em patamar pessimista, a segunda alta consecutiva do ICF é um sinal positivo. O consumo apresentou melhora no primeiro semestre do ano, porém é importante ter claro que os efeitos dos estímulos observados no primeiro semestre tendem a perder força, enquanto os juros elevados e o comprometimento da renda seguem limitando uma recuperação mais consistente da confiança”, avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

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