Saldo da carteira de crédito deve crescer 0,8% – A carteira total de crédito deve crescer 0,8% em maio, com aceleração do ritmo anual de 9,3% para 9,6%, segundo a Pesquisa Especial de Crédito da Febraban. O desempenho segue sustentado principalmente pelas linhas com recursos direcionados, refletindo o impacto de programas governamentais. A carteira direcionada deve avançar 1,0% no mês, com crescimento em 12 meses, passando de 12,2% para 12,9% e liderada pela Pessoa Jurídica (+1,5%) nas linhas do FGI (PEAC). No segmento de Pessoa Física (+0,7%), o desempenho permanece ancorado no crédito imobiliário, favorecido pelas condições do programa Minha Casa, Minha Vida.
Já a carteira com recursos livres deve crescer 0,7% no mês, com expansão anual estável em 7,1%. Em Pessoa Física (+0,9%), o desempenho segue resiliente. Em Pessoa Jurídica (+0,4%), o crescimento permanece limitado, refletindo o recuo de capital de giro e a migração para linhas direcionadas e mercado de capitais. No acumulado em 12 meses, a carteira total de Pessoa Física cresce 11,3%, enquanto Pessoa Jurídica avança 6,8%, evidenciando a crescente concentração nas linhas direcionadas (+18,2%) frente ao fraco desempenho das linhas com recursos livres (0,0%).
“A pesquisa sugere que o ritmo de expansão do crédito permanece elevado, mesmo em ambiente de política monetária ainda restritiva. No entanto, esse crescimento está cada vez mais concentrado nas linhas com recursos direcionados, refletindo os impulsos de programas governamentais, tanto para famílias quanto para empresas”, avalia Rubens Sardenberg, diretor da Febraban.
Concessões
As concessões de crédito devem recuar 2,2% em maio (ajustado por dias úteis), mas apresentar crescimento de 9,6% na comparação anual, indicando manutenção do fluxo em patamar elevado. O avanço é liderado pelas famílias (+12,6%), impulsionado tanto por linhas livres, com destaque para financiamento de veículos, quanto por linhas direcionadas, especialmente crédito imobiliário.
Para empresas (+6,2%), o crescimento segue dependente das linhas direcionadas, enquanto o crédito livre permanece pressionado pelo nível elevado da Selic e pela maior utilização do mercado de capitais. No acumulado em 12 meses, o crescimento das concessões desacelera de 8,8% para 8,1%, refletindo menor dinamismo em Pessoa Jurídica (7,0%, ante 8,6%), parcialmente compensado pela estabilidade em Pessoa Física (9,0%, ante 8,9%).
Saldo da carteira de crédito deve crescer 0,8%