4° Ladies Summit marca o reencontro de empreendedoras

Realizado na PUCRS, em Porto Alegre, o evento reuniu mais de 200 pessoas e encerrou o LIFT, programa de capacitação criado em resposta às enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024.
4° Ladies Summit marca o reencontro de empreendedoras

4° Ladies Summit marca o reencontro de empreendedoras – O auditório da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) foi palco, no último sábado (30), da quinta edição do Ladies Summit, o maior evento de liderança feminina, negócios e tecnologia do Sul do Brasil. Com uma programação construída para provocar, inspirar e conectar, o evento reuniu centenas de participantes e marcou o encerramento oficial do LIFT, programa de capacitação criado pelo Instituto Ladies in Tech em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Regenera RS, para dar uma resposta às enchentes que devastaram o estado em 2024.

Um dos momentos mais simbólicos da edição foi a apresentação dos resultados do LIFT, programa que acompanhou 50 empreendedoras ao longo de dez semanas. Em vídeos de depoimentos exibidos durante o evento, essas mulheres contaram como reconstruíram planos de negócio, retomaram a confiança e encontraram o caminho para recomeçar após as perdas causadas pelas enchentes.  “Não criamos o LIFT como um programa qualquer de capacitação, criamos porque acreditamos que reconstruir um negócio começa por reconstruir quem você é. E foi exatamente isso que essas mulheres fizeram”, afirmou Aline Busch, cofundadora do Instituto Ladies in Tech.

A programação contou com nomes de destaque do ecossistema de empreendedorismo e inovação brasileiro. Dina Prates abriu o dia com uma reflexão sobre o preço de empreender e o impacto invisível das pressões externas sobre a saúde mental de quem empreende. O painel seguinte reuniu Graziela Boscato, Eliana Weber e Ana Cristina Pastro Pereira para discutir a reinvenção de negócios familiares. Na sequência, Sheila Guebara, da Seara Alimentos, e Liliane Gonzales, da JBS, apresentaram o painel “Sustentabilidade na Prática: o que empresas líderes já entenderam”, mostrando como grandes organizações integram sustentabilidade à cultura e às pessoas.

À tarde, Helena Levorato trouxe o conceito de autoinovação, defendendo que inovar o negócio sem inovar a si mesmo é como tentar rodar um software novo em um hardware antigo. Miriam Santiago Krindges, a primeira mulher negra dona de uma vinícola no Brasil, emocionou a plateia com sua trajetória de pioneirismo, lembrando que algumas decisões mudam nossa geografia, outras mudam quem nós somos e que legado é quando uma geração consegue passar seu poder e sua história para a próxima. O encerramento ficou com Lilian Natal, da Rede Mulher Empreendedora, que conduziu um workshop coletivo baseado em perguntas para a construção de um plano de ação individual.

“O Ladies Summit não é só um evento. É onde o ecossistema se move. Cada edição amplia a rede, abre portas e gera decisões que a gente só vai ver o resultado nas semanas e meses seguintes. Chegamos à quinta edição com mais de cinco mil mulheres impactadas em mais de vinte estados e a sensação é de que ainda estamos no começo”, disse Marceli Brandenburg, cofundadora do Instituto Ladies in Tech. Fundado por quatro mulheres que se sentiam sozinhas em eventos de tecnologia e acelerações, o Instituto Ladies in Tech está presente em mais de vinte estados brasileiros e atua nas frentes de educação, conexão e fortalecimento do empreendedorismo feminino tech no país.

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