Reload Sindilojas 2026 reúne cerca de 300 pessoas

A 11ª edição do Reload Sindilojas foi realizada na noite desta quinta-feira (16/04), no Clube Tiro e Caça, em Lajeado.
A 11ª edição do Reload Sindilojas foi realizada na noite desta quinta-feira (16), no Clube Tiro e Caça

Reload Sindilojas 2026 reúne cerca de 300 pessoas – Mais de 300 pessoas participaram da 11ª edição do Reload Sindilojas, promovido na noite de  quinta-feira (16/04), no Salão Social do Clube Tiro e Caça, em Lajeado. Promovida pelo Sindilojas Vale do Taquari, a programação foi estruturada para provocar o público a sair do automático e repensar estratégias diante de um cenário de constantes transformações. 

A primeira palestra foi conduzida por Carolina Felipelli, líder de desenvolvimento do Lab Fecomércio-RS, que abordou o uso prático da inteligência artificial no varejo. Segundo ela, a tecnologia não deve ser encarada como solução automática, e sim como uma ferramenta que precisa ser usada com estratégia”, afirmou.

Conforme Carolina, para fazer uso adequado da tecnologia, a primeira ação é entender onde está o gargalo do negócio. “Pode ser no atendimento ao cliente, vendas, estoque ou logística. Hoje o varejista precisa competir com o digital e isso exige automatizar atendimentos e ganhar escala”, explicou.

A especialista citou exemplos e apresentou ferramentas que, com baixo investimento mensal permitem personalizar o contato com o consumidor e otimizar processos. Para Carolina, mais importante do que o custo é a mentalidade do empresário. “Nem toda ferramenta é gasto, muitas são investimento para manter a continuidade do negócio”, pontuou.

Na sequência, a economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, apresentou uma abordagem sobre vendas, destoando das análises econômicas pelas quais é amplamente reconhecida. Segundo ela, a opção se deve pela percepção de que os resultados dependem mais das ações realizadas dentro da empresa do que da macroeconomia. “A gente tem uma tendência de colocar a culpa na economia, mas mesmo dentro de um mesmo setor, vemos resultados muito distintos”, alertou.

Patrícia chamou atenção para a mudança no perfil demográfico da população brasileira, com o crescimento do público acima dos 60 anos. “Nunca tivemos um percentual tão grande de pessoas com mais de 60 anos. Isso muda a forma de atender e vender”, disse.

Outro ponto abordado foi a necessidade de adaptação ao comportamento do consumidor e à multicanalidade. “Se o empresário não estiver presente nos canais que o cliente usa, ele não está jogando o jogo do seu tempo”, destacou.

Patrícia ainda discorreu sobre temas práticos, incluindo como contratar as pessoas certas, treinar equipes de acordo com a cultura da empresa, precificar corretamente e evitar descontos que apenas corroem a margem. “Em cenários positivos, isso potencializa resultados. Em cenários difíceis, ajuda a reduzir impactos”, destacou. 

Emoção e comportamento 

Encerrando a programação, o especialista em comportamento e diretor da Vithal Treinamentos, Rafael Miller, destacou o impacto das emoções nas decisões de compra e na gestão de equipes. Segundo ele , cerca de 95% das decisões de compra são emocionais e quem entende esse mecanismo consegue se diferenciar no mercado. 

Rafael também abordou a relação entre engajamento de equipes e resultados financeiros, indicando que ambientes mais positivos tendem a gerar maior produtividade e lucratividade. Segundo ele, muitas empresas deixam de crescer não apenas por questões de mercado, mas pela dificuldade em formar e manter equipes preparadas. “O comportamento virou um diferencial estratégico dentro das empresas”, pontuou.

Ao longo da palestra, enfatizou ainda a importância do controle emocional no atendimento e na liderança, especialmente em um cenário de pressão e alta competitividade. Para ele, o varejo físico mantém uma vantagem clara frente ao digital quando consegue transformar o contato humano em experiência. “Quem souber usar ‘olho no olho’ para criar conexão vai vender mais”, reforçou.

O palestrante ainda chamou atenção para a mudança de comportamento dos profissionais, especialmente das novas gerações, que passaram a valorizar mais o ambiente de trabalho do que apenas a remuneração. Para Muller, é preciso compreender essa mudança de forma a construir equipes mais engajadas e alinhadas aos objetivos do negócio. “Esse pode ser um fator decisivo para sustentar resultados no longo prazo”, concluiu. .

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