Projeto avalia potencial mineral do Vale do Taquari e Serra

Iniciativa visa subsidiar o planejamento da retomada do crescimento socioeconômico, com foco em materiais para construção civil, incluindo rochas ornamentais, e remineralizadores do solo para agricultura.
Projeto avalia potencial mineral do Vale do Taquari e Serra

Projeto avalia potencial mineral do Vale do Taquari e Serra – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) avança com o projeto Geologia e Potencial Mineral do Vale do Taquari e Serra Gaúcha (RS). O objetivo é realizar o mapeamento de folhas cartográficas na escala 1:100.000. Essa iniciativa permitirá avaliar o potencial mineral e subsidiar o planejamento da retomada do crescimento socioeconômico da região, fortemente atingida pelas enchentes de maio de 2024. Além disso, servirá como material de apoio para zoneamento de áreas de risco.

O trabalho é realizado por pesquisadores da Superintendência Regional de Porto Alegre (SUREG-PA) do SGB. Até o início de 2026, foram realizados cerca de 48 dias de etapa de campo. As próximas etapas estão previstas para abril e maio. Serão produzidas novas informações sobre a geologia da região, com foco na avaliação do potencial de exploração de recursos minerais para a construção civil, como brita, areia, agregados e rocha ornamental.

Os trabalhos de campo estão concentrados na caracterização geológica de exposições de rochas sedimentares e vulcânicas, incluindo pedreiras de brita e saibro da região. “Boa parte das pedreiras visitadas possuem pilhas de rejeito no qual o material de descarte carece de caracterização para seu potencial uso como agrominerais e remineralizadores de solo”, descreve o pesquisador Rodrigo Fabiano da Cruz, coordenador do projeto. Outro destaque é o apontamento de áreas potenciais para exploração de rocha ornamental.

A divulgação dos resultados do estudo está prevista para 2027.

A região do Vale do Taquari foi fortemente atingida pelas enchentes de maio de 2004. No município de Muçum, por exemplo, o nível do rio subiu 23 metros e chegou a ficar 7,5 m acima da cota de inundação. Além da perda de vidas e destruição material, a enchente prejudicou significativamente a economia da região.

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