Comércio estima faturar acima de R$ 72 bilhões neste Natal – O varejo projeta um Natal mais forte este ano. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima crescimento de 2,1% nas vendas em relação ao ano passado, com faturamento acima de R$ 72 bilhões. Se a projeção se confirmar, será o melhor desempenho desde 2014, quando o setor movimentou R$ 77,26 bilhões.
O comércio gaúcho pode registrar um volume de vendas de até R$ 8 bilhões neste Natal, conforme estimativa da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul (FCCS-RS). De acordo com a entidade, a projeção positiva é impulsionada pelo forte apelo emocional da data, considerada a principal do calendário comercial, pela tradição das compras presenciais, pelo aumento do número de pessoas empregadas no Estado e pelo pagamento do 13º salário a trabalhadores dos setores público e privado.
O presidente da FCCS-RS, Vitor Augusto Koch, destaca que o Natal é um período em que os consumidores tendem a flexibilizar o orçamento para presentear familiares e amigos, mesmo optando por itens de menor valor agregado. Segundo ele, dezembro costuma apresentar crescimento consistente nas vendas, podendo superar em até 30% o desempenho de outros meses do ano. Entre os segmentos com maior destaque estão vestuário, calçados e acessórios, além de brinquedos, eletroeletrônicos, eletrodomésticos e produtos de perfumaria e cosméticos. Supermercados e restaurantes também devem registrar aumento no movimento em razão das ceias de Natal e Réveillon.
A FCCS-RS estima um tíquete médio de R$ 300 nas compras deste ano, com grande parte dos consumidores deixando para adquirir os presentes nos dias que antecedem o Natal, especialmente entre 21 e 24 de dezembro. As tradicionais trocas de produtos devem ocorrer a partir do dia 26.
Do lado do consumidor, o sentimento também é positivo. Um levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostra que 76% das pessoas pretendem comprar presentes. A expectativa é que 124,3 milhões de brasileiros vão às lojas, com média de quatro presentes por pessoa. Nas classes A e B, essa média sobe para cinco, com gasto médio de R$ 174 por item.
Perfil de consumo
A pesquisa da CNDL indica ainda que 38% dos entrevistados pretendem comprar o mesmo número de presentes do último Natal, enquanto 31% planejam comprar mais e 20% planejam comprar menos. Para 41%, os gastos totais neste ano devem aumentar. Entre os motivos citados estão optar por um presente de maior valor, perceber preços mais altos ou ter economizado ao longo do ano.
Filhos seguem no topo da lista de presenteados, com 58% das citações, seguidos de mães, cônjuges, pais e irmãos. Já em relação ao presente mais caro, 28% dizem que será para os filhos, 19% para o cônjuge e 18% para as mães.
As lojas físicas continuam sendo o principal canal, apontadas por 75% dos consumidores. Mesmo assim, o comércio online mantém força: 58% pretendem comprar ao menos um presente pela internet. Em média, 70% dos presentes devem ser adquiridos online.
Comércio estima faturar acima de R$ 72 bilhões neste Natal