Ocupação média dos hotéis gaúchos foi de 54% no 1º semestre – A Fecomércio-RS divulgou a Sondagem de Meios de Hospedagem, que contou com 385 estabelecimentos de hotéis e similares entrevistados entre os dias 05 de junho e 23 de junho de 2025, por telefone, em todo o estado do Rio Grande do Sul. Dentre os resultados da sondagem, os dados captaram as dificuldades do setor em se reerguer após a tragédia climática que assolou o estado em maio de 2024.
Os dados apresentados revelaram que no setor de hospedagem a maior parte dos hóspedes é do próprio estado: em média, 62,4% dos hóspedes são gaúchos. A participação de outros estados é de 32,1%, em média, sendo 5,6% de outros países. O principal tipo de turismo que movimenta o segmento gaúcho é o de negócios – esse é o caso para 56,6% dos entrevistados. O turismo de lazer aparece com 37,1% e o de eventos com 6,2%. Em linha com esses resultados, o maior nível de ocupação se dá em dias da semana (59,7%).
Sobre a avaliação atual da situação financeira, apesar de 56,6% considerar boa ou muito boa, 34,5% avaliam como regular e para 8,9% a situação é ruim (6,8%) ou muito ruim (2,1%). Os resultados da sondagem sobre os impactos das enchentes do ano passado auxiliam a compreender esse quadro: 13,5% tiveram impactos patrimoniais e 66,2% relataram impactos financeiros. Entre os impactados, quase dois terços (65,6%) ainda não se recuperaram totalmente – 9,2% não se recuperaram, 37,4% parcialmente e 19,1% quase totalmente. Os principais impactos remanescentes para esses negócios são a redução do faturamento (79,1%), a perda de clientes (63,4%), e o prejuízo financeiro (40,7%).
Sobre o movimento atual, por mais que a avaliação das vendas nos últimos seis meses seja no mínimo boa para 57,1% dos entrevistados, 31,4% avaliam como regular e 11,4% avaliam como ruim. Sobre a ocupação no primeiro semestre de 2025, a média ficou em torno de 54%, com maior concentração nas faixas entre 40% e 70% (46,8% dos negócios); para 30,6% foram maiores que 70% e para mais de um quinto (22,6%) a ocupação média não chegou a 40%. Para 38,4% dos entrevistados, a ocupação frustrou as expectativas. Sobre os desafios que mais impactam os negócios do segmento, a sazonalidade da ocupação (53,0%) e a alta rotatividade de funcionários (28,8%) se destacam entre os aspectos internos. Nos aspectos externos, os mais citados foram a carga tributária (51,7%) e o aumento de custos (29,4%).
Para os próximos seis meses, em um cenário melhor para a economia gaúcha que para o Brasil, na perspectiva dos entrevistados, mais da metade (58,4%) esperam vendas melhores e 36,6% projetam estabilidade. Sobre as equipes, 27,3% dos entrevistados projetam mais contratações. “A sondagem nos mostra: os efeitos da recuperação das cheias ainda pressionam o setor, somando-se aos desafios crônicos — como a carga tributária asfixiante, apontada como principal desafio externo do setor — e à conjuntura de juros altos e desaceleração econômica esperada. Nesse contexto, olhar para dentro, para a gestão dos negócios, se torna ainda mais necessário e imprescindível à retomada consistente dos negócios do setor”, comentou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
Ocupação média dos hotéis gaúchos foi de 54% no 1º semestre